quinta-feira, 19 de julho de 2012

Nutrição para a Memória

O Cérebro! Está aí um dos órgãos mais complexos do nosso corpo. Uma memória rápida aponta para uma boa situação do sistema nervoso. Quando a memória costuma falhar, significa que não estamos em boas condições gerais de saúde. A memória é diretamente afetada por excessos, tanto de álcool, quando de drogas, remédios, exagero alimentar, principalmente quando há um alto consumo de gordura saturada, sal refinado, açúcar branco e seus derivados; e também por hábitos de vida noturnos, grandes preocupações, tensão nervosa, falta de atividade física e abusos sexuais, entre outros fatores. O que muita gente não sabe é que alguns nutrientes encontrados em certos alimentos, ajudam e muito na melhora da memória, evitando também o Mal de Alzheimer (doença generativa que causa a perda de habilidades cerebrais).

Um dos nutrientes mais conhecidos que ajuda nessa função é o ômega 3, encontrado em alguns peixes como salmão, cavala, atum, arenque e sardinha, a linhaça, o azeite de oliva e as oleaginosas (castanha, amêndoa e nozes) também são boas fontes de ômega 3.





Os neurônios são muito vulneráveis à oxidação por radicais livres. Os antioxidantes, encontrados em abundância nas hortaliças, frutas e verduras,  neutralizam esses radicais livres, protegendo assim o cérebro. Alguns alimentos são mais indicados como o kiwi, a cebola, a uva, a maçã e o espinafre, pois possuem uma substância chamada fisetina que reduz o risco de desenvolver o mal de Alzheimer, entre outras vitaminas do complexo B.




Os ovos também são cruciais nesse processo. Engana-se quem acha que ele é um vilão. Muito pelo contrário, ele é o alimento mais completo da natureza. Eles contém colina, uma substância que participa na formação dos neurônios, repara as células cerebrais e ajuda na capacidade de armazenar informações. Produzem neurotransmissores fundamentais para uma boa memória e um melhor aprendizado, além de ser fonte de vitaminas do complexo B. Mas atenção: ovo frito no óleo não vale okay? Pode ser feito na forma de pochê (frito em água), ou cozido, mexido ou frito em óleo de coco, pois é o único óleo que não satura ao contato com o fogo. Assim, não há risco no aumento de colesterol.

Entre os outros alimentos, alguns destacam-se importantes também, como o feijão, as fibras (aveia, cereais integrais, etc.), as frutas vermelhas, ginseng, ginkgo biloba, levedo de cerveja, brócolis e chlorella.

Quanto mais cedo adotar uma dieta rica com esses alimentos, mais protegido seu cérebro ficará ao longo da vida.


quarta-feira, 4 de julho de 2012

Inovando as Sopas

No inverno nada melhor que uma sopa pra esquentar e ainda manter a forma não é? O problema é que as pessoas acabam fazendo sempre aquela boa e velha sopa de legumes e enjoam. São inúmeros os benefícios nutricionais das sopas, principalmente quando elas possuem uma variedade de ingredientes. Então vale a pena inovar o cardápio. Segue aqui algumas receitas de sopas saborosas e nutritivas.

SOPA DE TOMATE
Temperos
·  3 fatias de bacon picado,  1 cebola picada,  
 1 colher (sopa) de manteiga,   2 cubos de caldo de carne,  Sal e pimenta do reino a gosto,  Salsinha para decorar.
Creme
·    1 litro de água fervente, 500 gramas de tomates picados sem pele e sem semente,  2 colheres de sopa de purê de tomates, 1/2 colher de sobremesa de açúcar,  1/2 xícara de chá de creme de leite,  2 colheres de sopa de farinha de trigo
Modo de Preparo
   Em um refratário coloque o bacon, a cebola e a manteiga; tampe e cozinhe por 3 a 4 minutos na potência 10;  polvilhe com a farinha de trigo, mexa bem e cozinhe por mais 2 minutos na potência 10; acrescente a água, os cubos de caldo de carne, os tomates, o açúcar, o sal, a pimenta do reino bata no liquidificador; acrescente o creme de leite e recoloque em um refratário;  leve ao forno de microoondas por mais 2 a 3 minutos na potência 10; decore co salsinha e sirva a seguir.

SOPA DE MILHO
Ingredientes
·  10 espigas de milho ralado,  1 cebola picada,  3 dentes de alhos picados,  3 tomates sem pele e sem sementes picados,  1 tablete de caldo de galinha,   1 peito de frango cortado em cubos,    sal e pimenta-do-reino a gosto,  1 caixinha de creme de leite,  Azeite extra virgem,  Cheiro verde picado,   Uma panela grande.
Modo de Preparo
     Tempere o peito de frango. Frite o alho e a cebola em um fio de azeite extra virgem, coloque o peito e deixe fritar até dourar. Junte o tomate. Coloque o milho ralado e o caldo de galinha, acrescente água aos poucos pra cozinhar bem o milho, acerte o sal e coloque a pimenta-do-reino. Por último o creme de leite e o cheiro verde.

SOPA DE AGRIÃO
Ingredientes
·    2 cebolas médias,  3/4 de xícara (chá) de cebolinha verde,  2 maços (500g) de agrião,  2 colheres (sopa) de farinha de trigo,  50g de manteiga sem sal,   6 xícaras de caldo de galinha ou de verdura, 1 colher (sopa) de molho inglês, 1 colher (sopa) de molho de gergelim (opcional),  Sal e pimenta a gosto
Modo de Preparo
     Pique bem fininho a cebola, a cebolinha verde e o agrião. Aqueça a manteiga em uma panela e refogue a cebola, a cebolinha e o agrião. Cozinhe em fogo baixo mexendo sempre. Adicione a farinha de trigo e misture bem. Aos pouco vá agregando o caldo de galinha e mexa bem até obter uma mistura homogênea. Continue a mexer até que a sopa ferva e engrosse. Deixa ferver por uns 10 minutos. Está pronta a sopa. Sirva em potes decorada com folhas de agrião

SOPA CREME DE PALMITO
Ingredientes
·  ¼ de cebola ralada, 200ml de água de coco, 250ml de leite, ½ colher (sopa) de manteiga, 1 ½ colher (sopa) de farinha de trigo, 1 vidro de palmito picado, noz-moscada salsa e sal a gosto.
Modo de Preparo
     Coloque em uma panela a cebola, a manteiga e a farinha. Leve ao fogo mexendo sempre. Junte a água de coco, o leite, o sal, e a noz moscada. Deixe ferver por 5 minutos com a panela semi tampada. Por último acrescente o palmito picado e cozinhe por mais 2 minutos. Polvilhe salsa. Sirva quente.

Vale botar a criatividade pra funcionar e inventar outras receitas.

terça-feira, 26 de junho de 2012

Intolerância à lactose x Alergia ao leite

Um simples copo de leite ou um pote de iogurte ou até um pedaço de queijo pode fazer mal para quem tem intolerância à lactose. Ela é uma doença caracterizada pela produção insuficiente ou nula de lactase, que é a enzima que quebra a lactose dos alimentos derivados do leite no nosso organismo. Ela tem a função de transformar a lactose em glicose e galactose, que são açúcares menos complexos, para serem absorvidos. Quando não há enzima suficiente para fazer esse processo, a lactose chega intacta ao intestino, produzindo desconfortos, cólicas abdominais, náuseas, distensão abdominal, entre outros sintomas. Com o avanço da idade a tendência é diminuir a produção da lactase e ela é mais evidenciada em algumas raças, como a negra (até 80% dos adultos) e asiáticos. Mas já existem crianças com esse problema. O tratamento da intolerância baseia-se na exclusão dos produtos lácteos ou então com a ingestão de cápsula de lactase existente no mercado. A pessoa ingere a enzima e pode consumir os produtos lácteos. Mas há quem passe mal mesmo tomando essa enzima. Sem contar que existe uma série de produtos sem lactose ou com baixo teor dela.
Mas cuidado: há quem confunda intolerância à lactose com alergia ao leite. A intolerância ocorre como já foi falado acima e a alergia ao leite de vaca é uma reação alérgica às proteínas presentes no leite de vaca (principalmente a caseína) ou em seus derivados. Isso ocorre porque assim que o bebê nasce, seu intestino ainda está imaturo e a ingestão dessas proteínas podem iniciar um processo de inflamação no aparelho digestivo.  Essas proteínas podem ser passadas para ele através do leite da própria mãe que ingere leite de vaca ou pela ingestão direta do leite antecipadamente.  Por isso a restrição de dar leite de vaca para bebês, principalmente antes dos seis meses de vida. O leite materno é o alimento essencial para que ele cresça forte e saudável. Caso notar que o bebê têm alergia ao leite de vaca mesmo ingerindo apenas o leite materno, não deve-se tirar o aleitamento dele e sim o instruir a mãe a não tomar o leite de vaca até que seu filho pare de amamentar.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

O frio aumenta a fome


O frio chega e com ele a fome aumenta. Já reparou nisso? Isso acontece porque com a temperatura mais baixa, o corpo precisa trabalhar mais para produzir calor e manter a temperatura interna por volta dos 37º C. Assim, esse gasto maior de energia acaba provocando uma maior sensação de fome, sinal de que precisamos ingerir mais calorias para compensar esse trabalho. 

Alguns estudos mostram que em temperaturas abaixo de 10º C, o gasto calórico que o nosso corpo tem enquanto trabalha pra manter a temperatura pode aumentar entre 10% a 15%. Isso significa cerca de 120 a 150 kcal a mais para as mulheres, e 200 a 250 kcal adicionais para os homens. Para se ter uma ideia, uma xícara (200ml) de chocolate quente oferece aproximadamente 150 kcal, enquanto uma fatia de bolo simples (60g) cerca de 200 kcal. Portanto, essa quantidade adicional de energia de que o corpo necessita para manter a temperatura interna não é muito significativa, e o que geralmente acontece é que escolhemos alimentos quentinhos, mais doces e gordurosos, e que fornecem muito mais calorias do que precisamos. O resultado disso: alguns quilinhos a mais na balança! 
Por isso, fique atento às suas escolhas! Procure manter uma alimentação saudável e equilibrada no inverno, evitando assim o ganho de peso e o acúmulo de gordura corporal.  Dê preferência a alimentos integrais, frutas (assadas, secas ou in natura), legumes e verduras (refogados, caldos ou sopas) e chás. Evite ainda o consumo excessivo de alimentos típicos desta estação, como chocolates, fondues, queijos amarelos, vinhos e sopas cremosas mais gordurosas.  E, claro, não deixe a atividade física de lado só por causa do frio: espante a preguiça e ponha o corpo pra trabalhar!

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Carne vermelha: Equilíbrio entre o bem e o mal

A carne bovina é muito conhecida e apreciada por muitos. Ela disponibiliza a maior fonte de proteína, ferro, zinco e vitamina B12. Nenhuma outra carne apresenta as quantidades desses nutrientes, além da carne vermelha. Ela é rica em Ferro Heme, que é absorvida facilmente pelo organismo. O ferro que tem em outros alimentos são chamados 'não heme', que só são mais facilmente absorvidos juntamente com a Vitamina C. É possível obtê-lo sem comer a carne, assim como o zinco, mas não é tão fácil. O consumo moderado de carne pode trazer grandes benefícios. Alguns estudos têm mostrado que a gordura saturada que tem na carne é um ácido esteárico, um tipo de gordura que parece não aumentar tanto o colesterol ruim como as gorduras saturadas contida nos outros alimentos. Além disso ela contém mioglobulina, que promove transporte de oxigênio pras células musculares, permitindo exercícios mais intensos e atua na sensação do bem estar.
No entanto, o consumo elevado tem sido associado a um maior risco de doenças coronarianas e câncer de intestino. Assim, para aproveitar seus benefícios, o melhor é ingerir a carne bovina de três a quatro vezes por semana, em pouca quantidade e optar por carnes vermelhas mais magras, como patinho, alcatra, maminha, etc.