sábado, 22 de setembro de 2012

Relação entre Estresse, Cortisol e Peso

Nos dias de hoje, com tanta correria, falta de tempo pra lazer e pra si mesmo, o estresse anda tomando conta da rotina das pessoas. Mas cuidado, além de ser um mal prejudicial para o cérebro e outro órgãos, o estresse pode fazer as pessoas engordarem! Isso ocorre devido aos níveis de um hormônio chamado cortisol, que está associado com o estado de prontidão do corpo. O nível desse hormônio é elevado horas antes de acordarmos, sob o estímulo do hipotálamo, que libera o cortisol funcionando como um espécie de despertador. Ele nos é essencial, pois tem funções muito importantes no nosso organismo, como controlar inflamações, quantidade de glicose no sangue, alergias, etc e em situações de perigo é capaz de nos deixar em condições de agir com a rapidez necessária, entre outras funções. O problema é quando os níveis desse hormônio não está equilibrado. Quando o corpo está em alerta o cortisol diminui a queima calórica para poupar energia em caso de algum perigo. O estresse rotineiro e prolongado, pode gerar a liberação excessiva de cortisol e como consequência apresentar aumento da ansiedade, aumento de apetite e acúmulo calórico, pela diminuição da queima. Isso ocorre porque esse hormônio faz as glândulas supra renais trabalharem mais e em excesso provocam retenção de líquido e acúmulo de gordura. Então relaxe mais! Não só pelo engordar, mas sim, pela saúde no geral, pois o estresse meche com todo o organismo.

Para diminuir esse agravo e evitar o nervosismo e a irritabilidade, consuma duas colheres de gérmen de trigo por dia. Ele contém vitamina B5 indicado como calmante e além disso, contém vitamina B1 e inositol que ajudam na concentração. E diminua a quantidade de cafeína ingerida, pois ela aumenta o nível de cortisol.

No mais, procure um nutricionista, ele te indicará mais alimentos que possam regular esse estado e  fazer melhorar sua vida!

Por uma vida com menos estresse e mais bom humor!

Fica a dica! :*

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Opção de lanche para fazer em casa

Que tal um biscoitinho diferente e delicioso  para comer no lanchinho da manhã ou da tarde?
Aí vai uma receitinha prática, rápida e o melhor.. saudável, para fazer na sua casa!

Biscoito de Amaranto

Ingredientes:
1/2 xícara (chá) de açúcar demerara
¼  xícara de óleo vegetal
2 colheres (sopa)cheia  de óleo de coco
1  xícara (chá) de farinha de amaranto 
1 xícara de kit de farinha sem glúten (encontra em lojas de produtos naturais)
1 ovo 
1 pitada de sal 
1 colher (sopa ) cheia de essência de baunilha

Modo de Preparo:

Prepare a massa: Em uma tigela ou bacia grande, misturar o açúcar light com o óleo até mistura ficar bem homogênea. Depois junte o ovo e misturar mais um pouco. Por último junte  o kit de farinhas  e trabalhar com a massa até forma uma bola, passar o rolo para alisar a massa e  fazer os biscoitinhos no formato desejado. Levar em forno pré-aquecido a 180°C e assar durante aproximadamente 15 a 20 minutos.

E para acompanhar, que tal suquinho energético light?

Junte 1 xícara de uva itália sem as sementes, 3 kiwis , 1 laranja pêra descascada deixando a parte branca, 1 copo de água. Bata tudo no liquidificador e adoce a gosto. Lembre-se que a preferência é tomar natural, ou adoçar com mel ou ainda, açúcar mascavo!

Beijinhos 

terça-feira, 11 de setembro de 2012

O Poder da Nutrição no Combate do Envelhecimento


Envelhecer é um processo natural da vida que temos que aceitar, afinal, para vivermos mais, precisamos envelhecer, certo? A pele envelhecida se caracteriza por ser fina, sem elasticidade, apresenta rugas finas e aprofundamento das linhas de expressão. Mas não é só o tempo que nos torna com a aparência mais envelhecida, a genética, o fumo, a alimentação inadequada, a falta de exercícios, etc, são características cruciais nesse processo.  Determina-se que é a partir dos 30 anos que o envelhecimento começa a se manifestar e de duas formas: o envelhecimento intrínseco ou cronológico e o extrínseco ou fotoenvelhecimento. Radiação ultravioleta, radicais livres, temperatura, poluição e cor da pele contribuem para que isso ocorra.

E quem não quer ficar mais jovem? Não é a toa que os estudos sobre rejuvenescimento cutâneo estão entre as primeiras linhas de pesquisa. Devido também ao aumento da expectativa de vida, as pessoas buscam cada vez mais métodos alternativos para manter a pele mais jovem por mais tempo, retardando ao máximo as marcas do envelhecimento.

Mas apenas usar produtos anti-envelhecimento não basta. A alimentação é crucial nesse processo.

O excesso de açúcar no organismo favorece um processo chamado glicação. Esse processo gera uma aderência a uma molécula de proteína (colágeno, elastina) tornando essa molécula de proteína mais dura, mais inflexível e incapaz de reparar danos que são comuns no envelhecimento, levando ao aparecimento de rugas. Não digo só o açúcar simples em si, mas pelo consumo de alimentos que se transformem em açúcar dentro do organismo.

O orégano, o alho o gengibre a canela e a pimenta diminuem a ação do açúcar sobre o colágeno, por isso é fundamental ingerir esses alimentos diariamente.

Os antioxidantes,como já citados em postagens anteriores, também são cruciais nesse processo, pois eles combatem aos radicais livres. Encontrados em frutas, legumes, oleaginosas (castanhas, nozes, etc) e óleos vegetais .

O selênio também protege as células dos radicais livres, evita a flacidez e o envelhecimento da pele causado pelo sol.

A catequina é uma substância muito importante, pois ela inibe os danos causados no DNA pelos radicais livres e também combate a inflamação da pele causada pelos raios UV. Encontrada principalmente na cevada, azeitona, pera e cacau.

A vitamina C está associada à uma menor presença de rugas.  Sua baixa ingestão tem como consequência desidratar e atrofiar a pele.

E claro, o colágeno! Que é a substância fundamental para promover o rejuvenescimento, pois quanto mais presente ele estiver na pele, mais firme ela ficará. E ele se encontra nos alimentos como carne vermelha magra, aves e peixes.

Um nutricionista, saberá unir e agrupar corretamente os alimentos em cada refeição para uma melhor resposta ao anti-envelhecimento. Pois não basta apenas ingerir esses alimentos. Tem que ter a harmonia entre eles! E mais do que essencial... beber muita água e praticar atividade física!

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Tireoide e a Alimentação

E quem já não ouviu 'estou gordinha (o) porque tenho hipotireoidismo'? Algumas pessoas concluem que, se desenvolvem problema na tireoide, ficarão para sempre acima do peso. Então, tirarei algumas dúvidas aqui.

A tireoide é uma glândula localizada na região anterior do pescoço. A sua principal função é produzir os hormônios tireoidianos: T3 e T4. A tireoide produz principalmente o T4 e este é transformado em T3, que é o hormônio ativo e se liga a receptores das nossas células estimulando o funcionamento delas. O hormônio tireoidiano age em praticamente todos os órgãos, estimulando várias funções, como se fosse a gasolina do corpo humano. Ele controla os batimentos cardíacos, controla os movimentos peristálticos do intestino, é responsável também pela manutenção da temperatura corporal, humor, memória e outras funções cognitivas, age também no osso, músculo entre outro variadas funções.

Há muito tempo o maior problema relacionado com a tireoide, era o Bócio endêmico, por falta de iodo. Hoje, no Brasil é muito raro encontrar essa doença, devido à implementação do iodo no sal de cozinha há mais de uma década.

Mas hoje o que preocupa a população é que a tireoide pode ter dois tipos de disfunção: o hipotireoidismo, quando funciona menos do que o necessário; e o hipertireoidismo, que é quando a glândula produz hormônios de forma excessiva. Essas disfunções são geneticamente herdadas.

No hipotireoidismo há sim um ganho de peso, mas é muito pequeno, em torno de 2 a 3 kg, por causa da doença em si. Se houver um ganho de peso maior, deve-se principalmente a falta de exercícios físicos e má alimentação. Já no hipertireoidismo, o paciente emagrece, pois ocorre um aumento do metabolismo e gasto energético.

Mas essas disfunções causam alteração transitória de peso enquanto o indivíduo não está sendo tratado. Uma vez que está recebendo o tratamento adequado, o peso fica independente da doença, devendo-se somente aos hábitos do indivíduo.

Especialistas descrevem os principais sinais e sintomas dessas doenças.
Hipotireoidismo:
- Alteração no humor como desânimo e até depressão;
- Memória comprometida;
- Distúrbio do sono;
- Pele seca;
- Queda de cabelo;
- Intolerância ao frio (sente mais frio que o normal);
- Pálpebras, pernas e mãos inchadas;
- Obstipação;
- Nas mulheres pode haver alteração no ciclo menstrual e em ambos os sexos pode haver diminuição da libido.

Hipertireoidismo:
- Agitação;
- Irritabilidade;
- Insônia;
- Cabelos finos e unhas quebradiças;
- Intolerância ao calor (sente mais calor do que o normal);
- Aumento da frequência de evacuações, podendo ter diarreia;
- Alteração no ciclo menstrual (diminuição do intervalo e alteração de fluxo);
- Taquicardia e tremor das mãos.
Se este não tratado, ainda em longo prazo, pode causar consequências mais graves, como arritmias cardíacas, etc.

E o que a nutrição pode ajudar? 
Bom, primeiramente que, evitar alguma alteração da tireoide é um pouco complexo, pois é mais carga genética mesmo, mas alguns alimentos favorecem o bom funcionamento da glândula, podendo evitar que surja algum comprometimento dela. São eles: iodo - encontrado no sal de cozinha e frutos do mar; o selênio - encontrado em castanhas, nozes e carne vermelha; o magnésio - encontrado em cereais integrais, amêndoa, avelã, frutos do mar e aves; vitamina C - encontrada na acerola, limão, laranja, goiaba, etc.; e a vitamina D, sendo a gema do ovo uma boa fonte, lembrando que a vitamina D só é ativada no nosso corpo em contato com o sol, por isso, pegar sol é fundamental !

Em casos que a doença já se manifestou, o ômega 3 e o selênio serão fundamentais nesse processo. Além de ser crucial cuidar muito bem do intestino e desintoxicar o fígado, pois este, sobrecarregado de toxinas, fumaça, poluição, uso de agrotóxicos entre outras sobrecargas, não será capaz de fazer um bom trabalho, o que pode acarretar na incapacidade de converter o hormônio T4 em T3.
Vale lembrar que deve-se sempre ter um equilíbrio desses nutrientes, pois o excesso também pode acarretar em alguns problemas. 

Procure um nutricionista, ele saberá indicar as quantidades certas para prevenção e/ou tratamento.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Nutrição e Candidíase - Uma relação íntima

Acredita-se que cerca de 75% das mulheres tenham tido pelo menos um episódio de candidíase vulvovaginal na sua vida. Ela é caracterizada por uma infecção causada por fungo (a que afeta de 80 a 90% dos casos é a Candida albicans), e este é um dos problemas femininos mais comuns que existem. As condições que favorecem a proliferação fúngica, associada à ação de substâncias produzidas pela fermentação de alimentos para sobrevivência dos fungos, podem gerar inúmeros sintomas no nosso organismo. 

Especialistas denominam: "a candidíase é caracterizada por corrimento branco, às vezes, amarelado, grumoso, inodoro e com aspecto caseoso (leite coalhado), levemente aderido à parede vaginal acompanhada de purido vulvovaginal (coceira). Pode ocorrer ardor ou dor ao urinar, dor nas relações sexuais, hiperemia, edema e fissuras."

Como falei aqui no post anterior, nosso organismo possui bactérias boas e ruins (patogênicas), além de fungos e comensais. Mas o que difere se isso nos fará bem ou não, é o equilíbrio. O desequilíbrio entre esses microrganismos, gera um processo chamado 'disbiose', é aí que a nutrição entra.
As bactéria probióticas (boas) competem com as patogênicas e com os fungos por locais de fixação nas mucosas e pelo nutrientes, por isso que para evitar a candidíase de repetição, seja necessário a intervenção para tratar a disbiose intestinal. 

Alguns fatores podem influenciar no desencadeamento dessa doença, como por exemplo:
- O estresse (causando imunossupressão - baixa imunidade);
- Uso de antibióticos, laxantes, anticoncepcionais, antiácidos e corticóides (por alterar a microbiota intestinal e gerar desequilíbrios nutricionais);
- Erros alimentares - consumo regular de açúcar e carboidrato simples, entre outros erros. Destacando que o açúcar é o principal alimento dos fungos;
- Baixo consumo de frutas e verduras, grãos integrais e outros alimentos saudáveis (por gerar a disbiose);
- Outras causas.
Uma vez feito o diagnóstico de candidíase de repetição é importante descobrir a causa do problema, para agir corretamente e conseguir fazer de vez com o problema. Um médico juntamente com um nutricionista poderá te ajudar. 

A nutrição irá auxiliar no tratamento da cândida através de suplementos com atividade antifúngica (óleo de orégano, entre outros), suplementos para tratamento da disbiose (probióticos e prebióticos), imunomoduladores (substâncias que atuam no sistema imunológico), antioxidantes, chás com ervas antifúngicas, entre outras coisas que só um nutricionista poderá prescrever. 


Lembrem-se, apesar de a cândida ser algo 'normal' e mesmo que seja necessária a utilização de medicamentos e/ou fitoterápicos, somente com o resgate de bons hábitos e comportamento alimentar, poderá ocorrer uma modificação dos fatores que facilitam a proliferação fúngica e, modulam o sistema imunológico, mantendo os fungos sob controle.